Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

Alguns dos opositores mais veementes ao acordo ortográfico (AO), como António Emiliano, Francisco Miguel Valada e Vasco Graça Moura, têm tentado nas últimas semanas reavivar a polémica, aproveitando o facto de haver um novo governo com claros propósitos reformistas, nomeadamente numa área de grande importância para a política da língua, a educação. O jornal “Público” tem acolhido generosamente alguns destes polemistas e um dos seus directores adjuntos (Nuno Pacheco) tem estado particularmente activo com artigos virulentos, facto que foi analisado na última semana pelo próprio Provedor do jornal.

Sem querer voltar a esta estafada polémica (quem quiser ler algo mais sobre o assunto, tem no Ciberdúvidas uma página bastante completa, e também um resumo das últimas declarações sobre o assunto), há que salientar que o novo ministro da Educação fez hoje um excelente discurso na Assembleia da República, no qual abordou com cuidado a questão do ensino da língua portuguesa. Os opositores ao AO, que sempre tentaram mistificar a opinião pública com a ideia de que “só eles” defendem a dita língua, estão a tentar “empurrar” este governo para que ponha a questão do AO na agenda política, mas parece-me que não vão ter sorte. Os sinais políticos que têm sido dados nas diversas áreas políticas apontam para um grande pragmatismo e não vejo sinais de vontade de alimentar polémicas desnecessárias.

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