Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

Cada vez que se fala de Chipre nas notícias em Portugal (normalmente devido ao futebol), aparecem jornalistas a falar e a escrever sobre “o Chipre”, acrescentando um artigo definido ao nome de um país que tradicionalmente não o deve ter. Tal como Portugal, Marrocos, Cuba, Malta, Madagascar, Aragão, Castela, Leão, Navarra, Taiwan, só para dar alguns exemplos, Chipre é Chipre, NÃO É “o Chipre”.

Normalmente, os nomes dos países são usados com artigo definido, masculino ou feminino, mas há várias excepções, como as atrás indicadas. As ilhas, pelo contrário, normalmente não “pedem” artigo definido, como se pode ver nos exemplos de todas as ilhas com nomes de santos, em todas as ilhas da Grécia, das Antilhas e de muitos outros sítios do mundo. Há algumas excepções, que normalmente correspondem a nomes de ilhas que também são nomes comuns, isto é que designam algo de específico, como é o caso da Madeira e dos Açores, mas também há casos que não correspondem a essa explicação: a Córsega, a Sardenha, a Sicília. Muitos dos arquipélagos têm o artigo definido “as” por serem “as ilhas” qualquer coisa (Filipinas, Curilhas, Hébridas, Bahamas). Resumindo, não há nenhuma razão para que se diga “o Chipre”. Pelo contrário, deve-se dizer “Chipre” apenas, sem artigo definido.

Não consigo entender por que razão aparecem sempre tantos “comunicadores a falar sobre “o Chipre”. Por contágio de línguas estrangeiras,não é. Será porque a palavra é parecida com o termo “chifre”, bastando mudar uma letra? Já existe o Corno de África, será que também querem o Chifre no Mediterrâneo?

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