Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

Tem-se falado bastante nos últimos dias acerca do caso do “copianço” no Centro de Estudos Judiciários (CEJ). Não sei o que espanta mais, se o moralismo de algumas “virgens indignadas”, se a mediocridade da direcção do CEJ que tentou abafar o caso. Vamos por partes: a prática do copianço não é propriamente um caso isolado nas nossas escolas, provavelmente nunca o foi. É muito provável que muitas das pessoas “indignadas” que se exprimiram na imprensa  tenham ao longo da sua carreira escolar copiado uma ou outra vez, ou tenham permitido a colegas o dito copianço. O problema não é haver tentativa de fugir às regras, o problema é haver da parte de quem ensina e/ou dirige o ensino uma espécie de tolerância mediocre e preguiçosa. Não se ensina nada se não forem impostas regras, ética, recompensas aos virtuosos e castigos aos prevaricadores. Qualquer “relativismo” nesta matéria só indicia mediocridade e falta de vontade de ensinar. Sem estas balizas, o próprio acto de violar a regra fica desvalorizado, banalizado, torna-se uma inutilidade balofa.  

Quanto à direcção do CEJ, há que ler o depoimento de Manuel António Pina, no Jornal de Notícias (JN). Lamento dizer que não me espanta o que li no JN. Infelizmente, os assuntos da Justiça em Portugal estão condicionados pelo peso excessivo das corporações do sector e o CEJ é um viveiro de membros dessas corporações.

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