Adj.: Diz-se do estilo que não tem excessos nem redundâncias; elegante

O dia seguinte

7 de Junho, 2011 por Miguel RM

Com a devida vénia, uma análise interessante dum eleitor do PS, o meu parceiro de debates Porfírio Silva. Não concordo com várias coisas, mas admiro a coerência e a moderação.

1 – É lamentável que a abstenção continue tão elevada, mas há muito a dizer sobre isso. Em primeiro lugar, é inadmissível que num país de pouco mais de 10 milhões de habitantes haja mais de 9 milhões e quinhentos mil eleitores. A “saga” da desactualização dos cadernos eleitorais é uma das maiores nódoas da administração pública, espero que o próximo governo consiga fazer aquilo que sucessivos governos anteriores não têm conseguido. Em segundo lugar, o apelo de Cavaco Silva na véspera do acto eleitoral foi extremamente infeliz e inoportuno. O Presidente da República do meu país não tem o direito de dar “raspanetes” aos abstencionistas. Já bem bastava não termos cadernos eleitorais actualizados e o escândalo que é os brancos e os nulos serem somados aos não eleitores. Agora temos o Chefe do Estado a “mandar uma boca” sobre os direitos cívicos dos cidadãos abstencionistas. Não sei se saiu da cabeça do presidente ou de algum conselheiro seu, mas a reacção do Palácio de Belém às sondagens alarmantes sobre os números da abstenção foi despropositada e nada democrática.

2 – O eleitorado não se deixou levar pela converseta de vítima do PS que tinha sido ensaiada no Congresso de Matosinhos. Ainda bem. Apraz-me saber que os dois partidos vencedores irão dispor duma maioria suficiente para assegurar uma estabilidade parlamentar. Foi com prazer também que ouvi Paulo Portas, no seu discurso de vitória (moderada) apelar à concertação com o PS. Seria muito útil que desaparecessem os nocivos hábitos de crispação da última legislatura (interrompida).

3 – O discurso de renúncia de Sócrates foi digno e correcto, mas foi muito pouco correcto tar arranjado maneira de encher o palco mediático durante mais de 40 minutos do prime time da noite eleitoral; os acessores anunciaram à imprensa que Sócrates falaria às 21h00, só o fez mais de um quarto de hora depois, o que fez com que os diversos jornalistas pressentes no hotel Altis entrevistassem uma mão cheia de dirigentes socialista enquanto Sócrates se atrasava. Depois, falou tempo demais e no fim, muito solicito, ainda respondeu a perguntas. Não sou dado a teorias da conspiração, mas lá que me cheirou mal, cheirou-me.

Obviamente, fico satisfeito com a dimensão da derrota do PS, mas é bom lembrar que o BE perdeu metade dos seus mais de 550 000 votos de 2009; foram uma centenas de milhares de votos transferidos para o PS, que permitiram minimizar um pouco a dimensão da queda.

3 – Na noite eleitoral nas televisões, quase tudo me pareceu normal. A excepção foi Miguel Sousa Tavares (MST) que se lançou numa diatribe absurda contra António José Seguro. A coisa foi tão desropositada que fiquei a suspeitar se não haveria ali algum ressentimento pessoal. O que se passou? Simples. Seguro foi entrevistado logo a seguir à longa presença televisiva de Sócrates a anunciar a sua renúncia. Disse coisas sensatas, recusou-se a responder ao que os jornalistas pretendiam saber (é candidato?), foi generoso com Sócrates, como se impunha. Uns minutos mais tarde, os jornalistas voltaram a entrevistar Seguro (que certamente lhes tinha anunciado ir dizer algo mais). Disse então que estava disponível para o PS como sempre esteve, isto é, limitou-se a esclarecer que estaria pronto a envolver-se na renovação do partido. Achei inteligente, marcou terreno, sem se precipitar. Pois, MST lançou-se numa diatribe descabelada sobre como Seguro teria sido oportunista, indigno e sei lá mais o quê. Estranho…

4 -O partido que assinou o memorando e os que se comprometeram com ele somam mais de 78 % dos votos expressos e quase 90 % dos deputados eleitos. A CDU aguentou-se, como é habitual, mas o  BE perdeu metade do eleitorado conquistado em 2009. Na minha opinião, foi o preço que pagou por fazer “marcação cerrada” ao PC (o eleitorado tem tendência para preferiri o original à cópia) e pelo erro crasso que foi “colar-se” ao PC na recusa em falar com a missão tripartida de negociadores da ajuda externa. Houve algumas vozes críticas como Daniel Oliveira e o independente Rui Tavares, mas a linha do “coordenador” Louçã avançou. Estou para ver se haverá consequências ou se irá prevalecer o culto da personalidade.

Um pequeno texto de Vasco Campilho a apelar aos (ainda) indecisos

Um dia de reflexão idiota

3 de Junho, 2011 por Miguel RM

Amanhã lá teremos de fingir mais ou menos que respeitamos a ridícula disposição legal que impõe um dia de reflexão antes de cada acto eleitoral. Trata-se duma herança dos primeiros anos pós-Revolução de 1974, talvez explicável nesses tempos por as autoridades de então temerem eventuais excessos e desmandos à beira do acto eleitoral.

Penso que o país já adquiriu há bastante tempo suficiente experiência de eleições para dispensar tal disposição paternalista. A nossa legislação eleitoral está cheia de garantismos excessivos, que atrasam  e complicam tudo, porque ninguém confia em ninguém. Para que isto começasse a mudar seriam necessários alguns anos de bom governo, que levassem a mais confiança, mais democracia e menos demagogia. Mas, enfim, sabemos como é difícil mudar seja o que for em Portugal…

Desejo a todos os eleitores um dia de eleições gratificante, incluindo aos que forem derrotados. Tal como no desporto, ganhar é bom, mas o essencial é participar.

Este blogue tem-se ocupado nos últimos tempos com a campanha para as eleições legislativas. A convite de Porfírio Silva (Machina Speculatrix), fiz alguns debates em vídeo que começaram por ser bastante calmos e foram “aquecendo” com o inevitável calor das campanhas.

Talvez tenha chegado a altura, a cinco dias do acto eleitoral e com as sondagens (finalmente) a evoluir para uma distância mais confortável entre PSD e PS, de fazer um balanço e olhar para o futuro.

Sendo eu um eleitor bastante crítico e céptico, como tenho explicado, não esperarão certamente de mim grandes hinos de glória a nenhum dos concorrentes. Tenho-me limitado a tentar explicar as motivações de um típico eleitor oscilante, sem preconceitos ideológicos e sem atavismos eleitorais. Tentei, ao longo desta campanha, explicar a racionalidade duma mudança de ciclo político, depois de seis anos de PS no poder e com o país amarrado a um programa de austeridade imposto por instituições internacionais apostadas em combater o endividamento excessivo.

O facto de o PS ainda estar nas sondagens com mais de 30 % explica-se, em primeiro lugar, pela eficácia política da direcção afecta a José Sócrates e pelo seguidismo dos seus opositores internos, em segundo lugar, por alguma inabilidade do PSD e, em terceiro lugar, pela baixa qualificação média da população portuguesa que a torna permeável à demagogia “socialista” de José Sócrates, quando se arma em paladino do “Estado social” em luta contra os terríveis “liberais da direita”. Causa-me tristeza que não haja mais coragem política dos opositores (dentro do PS) a Sócrates, que não haja mais eficácia na campanha do maior partido da oposição e, sobretudo, que não haja mais espírito crítico e ousadia para enfrentar o Estado (socialista e não “social”), já que estando estes três factores reunidos, certamente o PS teria um resultado bem pior, mais próximos dos 20 % do que dos 30 %.

Mas as coisas são o que são e, provavelmente, no próximo domingo, a derrota do PS não será suficientemente humilhante para que o PS exija a demissão do seu secretário-geral.

Espero enganar-me e ter a boa surpresa de ver, nos próximos dias, sinais inequívocos de descida na previsão de votos no PS. Seria um excelente presente que e o eleitorado daria ao PS, pois facilitaria a renovação dos seus dirigentes e uma possível reorganização que o poderia voltar a colocar no papel central que tem tido na política portuguesa em democracia.

Quantos aos prováveis vencedores da eleição (PSD e CDS), faço votos para que se lembrem da última vez que estiveram no governo por pouco mais de dois anos. O eleitorado não é estúpido e dificilmente perdoará novo falhanço.

Dentro dos limites apertados do programa acordado com a UE e o FMI, o próximo governo terá de ser capaz de mobilizar os portugueses para mais trabalho, menos regalias, mais justiça social e melhor organização do Estado.

Pertencendo eu àquele grupo vasto de portugueses que há seis anos votou no PS porque se queria ver livre do então primeiro-ministro que o PSD fez o favor de “impingir” ao país, acabei por constatar, ao fim de poucos anos que, afinal, este não é assim tão diferente daquele. Até a forma como o PS interage com este seu “campeão das sondagens” não é muito diferente da que o PSD interagiu com Pedro Santana Lopes, outro “campeão das sondagens” até ter, com alguma ingenuidade imprópria de um político experimentado, mordido o isco todo com que o seu antecessor e ex-amigo Durão Barroso o “presenteou”.

Nessa altura, perguntei a vários amigos do PSD por que motivo apostavam numa pessoa que não tinha capacidade suficiente para liderar o governo português e a resposta sincera era que criam que o homem vencia sempre as eleições a que concorria. Actualmente, passa-se quase o mesmo com o PS em relação a José Sócrates e não digo isto por dizer, já o ouvi da boca de vários amigos do PS.

Tal Como Santana Lopes, Sócrates é um excelente comunicador, mas é melhor político porque tem mais claramente a noção da importância do controlo do espaço mediático. Creio sinceramente que o espectáculo de amadorismo pouco digno que Santana Lopes foi dando serviu muito a Sócrates para mostrar um estilo bem diferente, mais credível e mais seguro. Pelo caminho foi também contrariando aquela imagem de diálogo permanente que vinha dos tempos de António Guterres. Não admira que tenha obtido a maioria absoluta na primeira vez que se apresentou a eleições legislativas. Trazia promessas de um PS mais realista, menos “ideológico”, também menos indeciso e menos hesitante. Além disso havia o factor Santana Lopes, que puxou para o lado de Sócrates muitos eleitores indecisos.

Seis anos depois, muitos desses eleitores sentem agora uma vontade inabalável de dar a Sócrates o mesmo caminho que deram a Santana Lopes há seis anos. É um dos grandes prazeres do eleitor comum este de poder manifestar o seu sentimento de enfartamento, despachando para fora do poder um primeiro-ministro. À esquerda e à direita do PS a maioria do eleitorado deseja, sinceramente, ver-se livre deste primeiro-ministro. Por isso Sócrates tem tentado intimidar as pessoas identificadas com o “povo de esquerda” com a acusação de estarem a fazer o jogo da direita, e certamente tal argumento conseguirá roubar alguns votos de eleitores pouco esclarecidos.

Mas o eleitor que pensa pela sua cabeça sabe que o prazer de expulsar um mau primeiro-ministro do poder não se compadece com argumentações infantilóides sobre direita e esquerda. Vamos então falar seriamente sobre esquerda e direita: um verdadeiro eleitor de esquerda sabe bem que muito pouco distinguirá actualmente o PS dos partidos da direita, sobretudo devendo qualquer deles governar sob a alçada do memorando de entendimento com a UE-BCE-FMI. Os eleitores de direita não hesitarão em votar nos dois partidos que poderão inflectir para a direita o poder político em Portugal. Restam os hesitantes, os tais que acabam por decidir as eleições: pensem bem se vale a pena “premiar” um governo que nos trouxe até aqui onde estamos. Pensem se não será preferível dar uma nova hipótese a um governo PSD-CDS, sobretudo se tiverem em conta que Pedro Passos Coelho se tem distinguido por falar sem rodeios dos erros dos governos de Durão Barroso e de Santana Lopes; talvez seja essa uma das razões pelas quais ele parece suscitar tanta desconfiança no PSD. Claro que tal desconfiança decrescerá à medida que as sondagens se mostrarem mais favoráveis à vitória do PSD, mas estes são os partidos que temos e o pessoal político que temos.

Resumindo, votemos todos útil para nos vermos livres de Sócrates e confiemos um pouco na possibilidade de, desta vez, o PSD e o CDS conseguirem ser melhores do que da última vez que estiveram no governo.

Tenho-me referido aqui aos “cinco pontos de Matosinhos”, um quinteto de ideias lançadas no Congresso do PS e reafirmadas repetidamente por (quase) todos os intervenientes socialistas na actual campanha eleitoral. Aqui vão eles claramente enunciados para que os eleitores estejam atentos:

1 – A actual crise financeira do Estado português não é da responsabilidade do governo nem do PS, mas antes da crise internacional, dos partidos de oposição (principalmente o PSD) e dos eternos pessimistas e bota-abaixistas. O governo fez tudo para evitar a intervenção externa e foi o PSD, ao juntar-se aos outros partidos da oposição na recusa do PEC 4, que provocou esta crise política “evitável e perfeitamente irresponsável”. Repare-se, a este propósito, como o PS evita falar dos 6 anos que esteve no poder e das ideias que propõe para o futuro.

2 – O primeiro-ministro é alvo duma campanha negativa orquestrada, com insultos e ofensas pessoais. Qualquer crítica directa a José Sócrates é sempre contra-atacada com a acusação de se estar a “fulanizar” a política, de não haver críticas subsatanciais, mas apenas ódio à pessoa.

3 – O PSD é contraditório, desorganizado e incoerente. Provavelmente, o PS terá uma equipa de assessores a examinar sistematicamente todas as declarações de todas as pessoas conotáveis com o PSD, para descobrir, face a qualquer nova ideia que apareça e possa parecer perigosa para a campanha do PS, a forma mais hábil de contra-atacar. Devo dizer que me assusta bastante menos alguma falta de organização do PSD do que a super-organização do PS, a obsessiva insistência com que todos os seus responsáveis tocam a mesma tecla, a constante pressão dos assessores de Sócrates sobre as redacções dos jornais e televisões, enfim, tudo aquilo que caracteriza este PS e que constitui um perigoso desvio autoritário.

4 - O programa do PSD é um ataque sem precedentes ao “Estado social”. A táctica é simples: assustar, assustar, assustar, tentar fazer esquecer todas as diminuições de direitos que o governo do PS aprovou nos últimos anos e afirmar descaradamente que só a partir de agora é que vai haver cortes a sério nos “direitos adquiridos”. Felizmente, existe um memorando de entendimento que nos obriga a rever o famoso “Estado social”, o que significa que o próximo governo, seja ele qual for, terá de ter disciplina orçamental.

5 – O PS é o único partido capaz de defender o “Estado social”. O PS é o único partido com políticos “experientes”. O PS é o único partido com pergaminhos “europeus”.

Enfim, esperemos que os eleitores tenham o bom senso de entender que aquilo que este PS está a defender desesperadamente com unhas e dentes não é bem o “Estado social”, mas é certamente o Estado socialista…

Com as eleições a aproximarem-se, volta a converseta do voto útil. Os dois maiores partidos apelam ao dito, os outros três médios e todos os pequenos clamam contra o dito. Oiçam pois o que tem para dizer alguém que sempre pensou votar útil, mesmo nos raros casos em que votou em partidos não grandes:

Em democracia, sistema que implica a eleição dos nossos representantes políticos, não há milagres. Só há soluções, ou melhor, quase-soluções, para os problemas que criamos enquanto sociedade. Não é por acaso que se diz que a política é a arte do possível. Consequentemente, quando votamos, estamos a optar entre aquilo que nos é proposto, e nada mais, pois nada mais existe.

Nos últimos 45 anos votei quase sempre naquilo que considerava ser um mal menor, e penso que a maioria dos meus concidadãos fez o mesmo. Nesse sentido, todos os votos são úteis, pois todos indicam algo, todos apontam para algo.

Qual seria pois a utilidade de um voto no actual PS? Simples. Seria uma mensagem clara de que a maioria do eleitorado acredita no que diz José Sócrtaes sobre a crise, a saber, que ele e o PS não têm culpa nenhuma no que se está a passar, que os culpados são a crise internacional, as oposições, principalmente o PSD, e os comentadores especializados em pessimismo e bota-abaixo. Ou seja, votar neste PS é totalmente inútil para o país, só tem utilidade para desculpar o PS, José Sócrates e o seu núcleo duro de políticos e assesores.

Vamos então a todos os outros votos, os verdadeiramente úteis. Comecemos pelos pequenos partidos: embora seja quase certo que não conseguirão eleger um único deputado, os votos nestes partidos, tal como os brancos e alguns votos nulos (os que são nulos de propósito) são os verdadeiros votos de protesto. Têm essa utilidade, são de protesto, e têm outra utilidade importante, que é a de não serem votos neste PS.

Quanto aos cinco partidos actualmente representados na Assembleia da República (desculpem lá não considerar os Verdes, mas não tenho paciência para embustes): quem for da esquerda anti-capitalista tem duas opções ao seu dispor, CDU e BE. São votos úteis porque exprimem uma oposição de fundo à própria essência desta nossa sociedade, a liberdade de empreender e a economia de mercado.  Mas têm outra utilidade importante, que é a de não serem votos neste PS.

Para quem goste de viver em economia de mercado há 2 opções principais. Ou se vota para que tudo continue a ser como tem sido até agora, e então vota-se PS. Ou se acredita que há que mudar de rumo, e então vota-se PSD ou CDS. Por enquanto, com as sondagens a indicarem PS e PSD muito próximos, é mais útil votar no PSD. Contudo, se o PSD começar a ganhar terreno ao PS, então o voto no CDS será igualmente útil, ou mesmo até mais útil ainda do que no PSD. Mas, estes votos têm outra utilidade importante, que é a de não serem votos neste PS.

Por último, falemos mesmo do voto no PS. Vou falar com o à vontade de uma pessoa que votou frequentemente no PS, e também em José Sócrates. O PS é um partido de primeira importância na democracia portuguesa. O país deve-lhe alguns serviços notáveis, nomeadamente o de ter feito frente a uma tentativa de totalitarismo no nosso país nos anos 70 do século passado. A ponta final desta governação de Sócrates não honra essa história do partido, nem lhe fará grande bem. O guião aprovado no Congresso de Matosinhos, que tem sido seguido com grande afinco por todos os principais dirigentes do PS (com a notável excepção do sempre subestimado António José Seguro, que se tem mantido discretamente afastado da “linha oficial”) é um conjunto de aldrabices, mais ou menos bem engendradas pelo PS, para criar medo ao eleitorado. Tenho a secreta esperança de que haja entre os apoiantes do PS inteligência e discernimento suficientes para que muitos votos, no segredo da câmara de voto, acabem por fugir para outras candidaturas. Para que haja um futuro para o PS à altura da sua história é essencial que desapareça a mão de Sócrates y de sus muchachos y de sus muchachas a mandar no partido. Consequentemente, para os apoiantes do PS o voto útil é não votarem PS.

Apelo pois ao voto útil de todos os portugueses!

No passado sábado, no jornal Público, uma entrevista desassombrada, “sem paninhos quentes,” em que a historiadora Irene Pimentel fala da sua experiência juvenil de radicalismo esquerdista, um fenómeno (infelizmente) pouco estudado e que marcou muitas pessoas da sua geração.

Caros leitores,

Eis o link para verem o debate: